O imperialismo ainda é um conceito relevante?

Por David Harvey, transcrito e traduzido por Gabriel Oliveira

Transcrição das intervenções de David Harvey no debate “Imperialism: Is it still a relevant concept?”, realizado na New School for Social Research em 1 de Maio de 2017 quando do lançamento do livro A Theory of Imperialism, de Utsa Patnaik e Prabhat Patnaik. O debate também contou com a participação de Duncan Foley, Nancy Fraser e Prabhat Patnaik, além de ter sido mediado por Sanjay Reddy. O debate está disponível no youtube.

Não deixe de ver também o livro Introdução ao Imperialismo Tardio.

Minhas discordâncias com o livro de Utsa Patnaik e Prabhat Patnaik decorrem em parte do fato de que sou um geografo e, enquanto geógrafo, eu me interesso por onde as coisas acontecem, para onde as coisas vão, e os fluxos e movimentos intrincados do capital no e ao redor do mundo. Quando eu ministrava um curso de geografia para graduandos, costumava iniciar as aulas com a pergunta “De onde vem o seu café da manhã?”. Depois de uns três dias fazendo isso os estudantes se aborreciam e respondiam: “Eu não tomei café da manhã hoje!”. E este era precisamente meu ponto. Eles iriam passar fome sem a rede de todos os tipos de fluxos vindos do mundo inteiro, milhões de pessoas envolvidas somente em colocar algo como um café da manhã na sua mesa. Portanto, de onde vem e para onde vai são perguntas extremamente importantes, e considero que o livro dos Patnaik é muito impreciso em respondê-las. Seu conteúdo é muito vago, muito geral, e não faz, a meu ver, as perguntas específicas sobre onde as coisas acontecem. Só para dar um exemplo, um dos maiores produtores e exportadores de grãos no mundo são os Estados Unidos, onde o agronegócio é fortemente subsidiado. Os principais exportadores de algodão do mundo são os Estados Unidos, e tudo bem enfatizar a importância de regiões tropicais e subtropicais para a produção de certos bens, uma parte dos Estados Unidos está na região subtropical, tanto que o país exporta suco de laranja. Frente a isso, me parece que não se pode tomar uma determinada atividade como a produção de grãos, isolá-la de todo o resto e dizer que é só em torno dela que o imperialismo se processa. Claro que existem diferentes tipos de grãos. Não sei se soja é um grão, mas a maior parte da América Latina foi transformada, em mais ou menos quinze anos, numa vasta plantação de soja. Mas para quem ela está sendo produzida? Não para os Estados Unidos, já que os Estados Unidos exportam soja. Quem está ficando com ela? A China. A China é o seu maior mercado consumidor. Podemos por isso dizer que a China é uma potência imperialista, já que está consumindo este tipo de mercadorias?

Penso que são essas as questões que imediatamente vêm à cabeça ao olharmos a geografia de onde algo é produzido e para onde ele vai. E é claro que as coisas se tornaram muito mais complicadas, e creio que devemos levar em conta essas complicações. E nisso eu também penso enquanto geógrafo. Se você ler a carta maravilhosa que Marx escreveu para Annenkov, acho que em 1847, verá que enquanto ele está comentando o livro de Proudhon ele demonstra, basicamente, que nós devemos sempre ajustar nossas categorias de acordo com as transformações históricas que estão se passando. Conforme muda a divisão do trabalho, conforme mudam as forças produtivas, as relações sociais e todo o restante, então temos de estar preparados para mudar o quê nós falamos. E um dos problemas que tenho com muitas pessoas na esquerda é que elas são muito relutantes para acompanhar de verdade essas mudanças.

Claro que o imperialismo era, obviamente, um termo relevante para apreender o que estava ocorrendo no século XIX. Ele persistiu posteriormente em uma forma diferente, mediado por legalidades e estruturas que começaram a emergir no final do século XIX. Depois de 1945 tivemos o período da descolonização, e na década de 1970, conforme muitas pessoas apontam, todas as coisas voltaram a se transformar novamente. Uma das grandes mudanças que ocorreram nos anos 1970 foi que você poderia construir um carro global, você poderia manufaturar o motor de um carro no Brasil, as calotas viriam do México e tudo poderia ser montado em Detroit. E atualmente vários processos produtivos funcionam exatamente assim. Além disso, se tornou cada vez mais evidente para mim que onde o valor é produzido não é necessariamente o mesmo lugar em que ele é realizado. Por exemplo, eu li no Financial Times que a taxa de lucro da Foxconn em Shenzhen é de 3% e a taxa de lucro da Apple pela venda de computadores é 28%. Esses computadores da Apple são vendidos nos EUA, portanto o valor produzido na China está sendo realizado nos EUA. Agora, claro que a Apple vai afirmar que ela atua no design e em outras funções, então de fato não é plenamente verdadeiro que todo o valor é produzido na China. Inclusive, se você olhar todos os microchips que estão no computador da Apple, verá que eles também não são produzidos em Shenzhen. Podemos perceber todo um conjunto de questões aqui, tais como onde e como o valor está sendo criado e onde ele está sendo apropriado. Essas são questões bastante complexas, e principalmente desde os anos 1970 se tornou cada vez mais difícil dar-lhes uma resposta precisa. Justamente por esse motivo eu me tornei cada vez mais inclinado à ideia de que não fazia mais sentido tentar enfiar tudo isso em algum conceito universal de imperialismo.

Não há dúvida de que o tempo todo ocorrem redistribuições do valor entre as diferentes regiões, mas elas são complicadas, demasiadamente complicadas. Nós devemos, portanto, elaborar uma nova forma de olhar para esses fluxos, e se simplesmente os enquadramos na camisa de força do conceito de imperialismo com certeza perdemos algo. Eu fui parcialmente convencido disso quando por volta de 1974 Giovanni Arrighi escreveu um livro chamado The geometry of imperialism. Seu título me fazia crer que era sobre imperialismo, e como eu sou um geógrafo, e geografia e geometria meio que caminham juntas, eu estava procurando por um grande esclarecimento sobre a questão, mas na verdade é basicamente um livro que diz que o conceito de imperialismo não funciona. Na verdade, o que precisa ser feito é olhar para as hegemonias mutáveis [shifiting hegemonies] do poder político e econômico, que são instáveis e que estão sempre se transformando. Elas estão em movimento constante, e enquadrá-las como algum tipo de barreira estrutural fixa é, na verdade, um equívoco. O que Giovanni diz é que devemos observar essas hegemonias mutáveis, e assim olhar para quem é o poder hegemônico corrente. Ele não negou na época que os Estados Unidos podiam fazer a reivindicação de sê-lo com bastante justiça, mas será que eles continuam hegemônicos? Deixe-me lhes contar uma coisa que li outro dia e que me surpreendeu bastante. Descobri que, em 2008, quando o Lemon Brothers entrou em falência e pegou de surpresa os Estados Unidos, e de novo minha fonte é o Financial Times, ótimo jornal, o único que do meu ponto de vista vale a pena ler, eu descobri que os Estados Unidos estavam extremamente relutantes em deixar o AIG, o Fannie Mae e o Fraddie Mac entrarem em bancarrota porque isso acabaria destruindo todo o investimento chinês nos EUA, e os chineses ficariam no mínimo furiosos, e isso seria um tremendo desastre para os EUA naquele momento. Está se tornando cada vez mais evidente a partir dos vazamentos de informações que estão vindo de todos os lugares que naquela época a Rússia propôs à China que eles fizessem uma venda rápida de todos os seus ativos que estavam nessas instituições e quebrassem todo o sistema financeiro global. E, sem dúvidas, era isso mesmo que teria acontecido. China e Rússia possuíam 50% do capital dessas instituições. Se incluirmos o Japão, vai para 60 ou 70¨%. Mas enquanto a Rússia estava negociando, os chineses recusaram. Bem, esse é um momento que você se pergunta se o conceito de imperialismo ajuda a entender esse episódio. E ele não ajuda. Mas o conceito de disputas hegemônicas, aí sim, é disto que se trata.

Quem é hegemônico, o que é o dinheiro mundial nos dias de hoje? Essa é uma questão central. Nos parece que o dólar continua a ocupar esse papel, mas outros tipos de elementos como as cestas de moedas e o problema do endividamento global estão se tornando cada vez mais interessantes. O FMI um dia desses fez as contas sobre a dívida global e descobriu que ela se encontra em torno de 225% do PIB global. 225%. Se você dissesse isso quarenta anos atrás, a maioria das pessoas iria dizer “Meu Deus do Céu, é o fim do mundo!”. Mas hoje o FMI publica essa informação e todo mundo pensa “bem, é 225% do PIB global, fazer o quê?”. Se vinte anos atrás alguma nação tivesse chegado nessa situação, o FMI iria lá e imediatamente a obrigaria a fazer um programa de ajuste estrutural, e mesmo se você protestasse contra, eles responderiam que era a única coisa que poderia ser feita. Me parece fundamental analisar e tentar responder questões tão importantes como essas e outras tipo quem está pegando emprestado de quem, quem está carregando a dívida, onde estão os seus detentores e o que eles estão fazendo. E eu não acho que o conceito de imperialismo particularmente útil para essas situações, e a partir dos anos 1970 eu comecei a trabalhar com outros conceitos.

Marx nunca, até onde eu sei, usou o conceito de imperialismo. Ele certamente falou sobre colonialismo, mas imperialismo foi essencialmente a grande contribuição teórica de Lênin. Entretanto, Marx tinha coisas muito interessantes a dizer sobre as relações entre os diferentes espaços e as redistribuições que poderiam ocorrer. Uma dessas coisas interessantes que Marx disse sobre redistribuição é que a equalização da taxa de lucro redistribui valor de setores intensivos em trabalho para setores intensivos em capital, levando a cabo, portanto, transferências de valor. Em certo momento Marx também reconhece que isso seria verdade para as relações entre as diferentes nações. Assim, uma nação com uma estrutura produtiva altamente intensiva em trabalho iria na verdade favorecer ou subsidiar uma nação com uma estrutura intensiva em capital. A lei de tendência à nivelação da taxa de lucro é chamada no terceiro volume de O capital de “o comunismo do sistema capitalista”, onde vale “de cada capitalista de acordo com o trabalho que emprega e para cada capitalista de acordo com o capital que ele investe”. Penso que isso também se aplica internacionalmente. Marx analisou isso em algumas passagens e nas Teorias da mais-valia, onde ele afirma que essas redistribuições estão ocorrendo, mas adverte que “não se engane de que se trata de um fenômeno entre nações. É a classe capitalista que se apropria de tudo, portanto as redistribuições se direcionam para a classe capitalista e não para os povos. Quando Trump retirou os EUA da Parceria Transpacífica, você poderia dizer que isso foi o correto a se fazer, que aquele acordo não necessariamente interessava à classe trabalhadora desse país. Mas o acordo certamente interessava aos capitalistas. O fundamento do NAFTA é o mesmo. Não foi por acidente que quando o NAFTA foi firmado não tinham representantes da classe trabalhadora na sala de negociação, justamente porque todos os benefícios do NAFTA iriam para a classe capitalista. A classe trabalhadora foi lesada, e nós estamos vendo hoje algumas das consequências disso.

Essas transferências ocorrem a todo tempo, e nelas encontramos uma configuração muito interessante, que está aparecendo em todo o mundo. Por exemplo, na Alemanha a matriz de uma companhia pode estar em Munique, enquanto a produção se localiza na Polônia. Nos EUA, a companhia pode estar baseada em Atlanta ou Dallas, e a produção ocorre no México, em Monterrey. Hoje, temos a tecnologia que nos permite controlar a partir de Dallas ou Munique uma linha de produção em Monterrey. Essas são revoluções tecnológicas, o tipo de coisa para o qual Marx chamou atenção em 1847, e que segundo ele promove mudanças reais significativas, e que não permite a utilização eterna das mesmas velhas categoriais. Essas são as novas formas da produção, e hoje grande parte da organização do capitalismo é transfronteiras. O NAFTA é um exemplo muito bom disso, e podemos daí nos perguntar sobre a formação da União Europeia, quem se beneficiou dela? Claramente foi a Alemanha, você responderia. Mas não, a classe trabalhadora alemã não se beneficiou em nada, já as corporações alemãs sim. E este é o ponto. Essas mudanças funcionam em favor de uma classe específica. E se olhamos para essa dinâmica e seu funcionamento interno, eu simplesmente não acho a categoria imperialismo tão convincente. Isso pode parecer estranho porque eu escrevi um livro em 2003 intitulado O Novo Imperialismo. A questão na época era que os neoconservadores estavam afirmando que “precisávamos ser imperialistas”, ou seja, existia uma tentativa ideológica de defender o imperialismo como o papel adequado dos Estados Unidos. Demorou todo o desastre que aconteceu no Iraque para que pensassem “bem, talvez seja melhor voltar atrás”. Mas na época, era exatamente sobre essa apologia do imperialismo que o livro tratava, e, tal como quando Arrighi escreveu seu livro sobre a geometria do imperialismo, não era em favor do conceito de imperialismo mas uma crítica dessa ideologia. Portanto, o Novo Imperialismo foi uma tentativa de dizer que a ideologia do imperialismo se tornou muito poderosa e potente nos Estados Unidos, e que precisámos de outra coisa.

Um último ponto. Eu penso que todo o tipo de coisas estão acontecendo nos diferentes lugares do mundo. Voltando para as regiões tropicais, por exemplo. Não acho que seja acidente que por volta de 80% das Zonas Econômicas Especiais estejam nos trópicos. Os trópicos são uma reserva de força de trabalho, e isso se aproxima de algumas das coisas sobre as quais Nancy Fraser está falando, que nessas regiões o custo da reprodução social e tudo o mais é menor e pode ser reprimido, que o valor da força de trabalho é menor, e que essas relações articulam atividades produtivas em várias partes do mundo. Os trópicos funcionam como uma reserva de quase tudo, inclusive reserva de força de trabalho, e como tal está eles estão sendo explorados. Somente faço um apelo para a utilização de instrumentos de análise mais sofisticados sobre como funcionam essas geografias, como e quando os países exportam seus capitais excedentes, e que tipo de coisa esses capitais fazem. E podemos rastrear cada país. O Japão produziu capitais excedentes nos anos 1960, e começou a exportá-los para o redor do mundo. Eles compraram o Rockefeller Center, além de fazerem outras coisas burras, e perderam nisso um dinheiro pesado. No fim dos anos 1970, de repente o mundo foi inundado por capitais sul-coreanos. Taiwan em 1982 começa a fazer a mesma coisa. Olhei outro dia para o mapa do destino do investimento externo chinês em 2002. O mundo estava quase vazio, com uns poucos pontos aqui e ali. Olhando para onde vai o investimento externo hoje, você vê bolhas imensas por todo o lado. Há um fluxo enorme de capitais chineses. A China é por isso uma potência imperialista? Não! Ela está simplesmente se engajando no que chamo de ajustes espaciais [spatial fix] – é um problema de sobreacumulação de capital. Ela está com capacidade ociosa na produção de aço. O que fazer, então? Ela resolve propondo a nova rota da seda, ela fabrica o aço e com ele constrói novas ferrovias que saem da China, passam por Istambul e chegam na Europa. A China está construindo linhas de trem no leste da África. Está construindo grandes projetos na América Latina. Ela acumulou excedentes de dinheiro e capacidade ociosa na produção de aço, e o que ela faz? Ela empresta dinheiro para o Equador, que o Equador usa para comprar o aço e construir plantas hidroelétricas. É isso que ela faz. Essas são práticas antigas e que ainda persistem, mas devemos encontrar uma nova linguagem para falar sobre elas. Ou, se mantivermos o conceito de imperialismo, devemos pelo menos reconhecer que ele é mais uma metáfora do que algo real. Muito obrigado.

***

Se você começa a se perguntar quem está fazendo o quê e onde, por exemplo, se você está interessado em extrativismo na América Latina, você logo descobre que os canadenses estão metidos nisso. Se você pesquisar quem são os principais operadores no cinturão do cobre da Zâmbia, das duas maiores corporações, uma é indiana, a outra é chinesa. Daí podemos falar em imperialismo indiano e imperialismo chinês, em imperialismo de Luxemburgo e tudo o mais? É por isso que o conceito de imperialismo usado desta maneira não faz sentido algum para mim. Claro que podemos aprender muito de várias práticas que foram descritas na análise do imperialismo do século XIX e XX e que ainda ocorrem, como por exemplo quando a Grã-Bretanha emprestou dinheiro para Argentina para a construção de ferrovias, que dinamizaram a demanda pelo aço britânico. A China está fazendo o mesmo com o Equador. Equador acabou ficando sem dinheiro e pegou emprestado, e com ele está construindo grandes plantas hidroelétricas com aço chinês, geradores chineses e tudo mais. Esse tipo de prática já ocorre há muito tempo, e pode-se dizer que ela é bem tradicional, mas de novo voltamos para o problema de quem possui os capitais excedentes e o que faz com eles. Imperialismo envolve, em geral, as relações entre Estados-nação, mas dificilmente se apreende as múltiplas redistribuições que ocorrem. Em outras palavras, devo dizer que estou também interessado no desenvolvimento geográfico desigual no interior dos Estados Unidos, por exemplo, ou na União Europeia e o desenvolvimento geográfico desigual entre a Grécia e a Alemanha, e as importantes transferências de valor implícitas. Iremos dizer que este é um arranjo imperialista? Não. É transferência de valor, e penso que transferências de valor entre diferentes regiões devem ser analisadas em termos de sua quantidade e sua escala. O ponto sobre a questão chinesa é sua escala massiva, interna e externamente. A China consome metade da produção mundial de cimento, metade da produção mundial de aço, mais da metade da produção mundial de cobre, quase metade da produção de todas as fontes minerais do mundo desde 2008. Você não consegue entender muita coisa do que está acontecendo no mundo sem olhar para essa demanda imensa, e já mencionei a demanda por soja e toda a revolução produtiva que lá está ocorrendo. Entre 2011 e 2013, a China consumiu 45% mais cimento que os Estados Unidos consumiram em cem anos. Este é o tipo de transformação extraordinária que está ocorrendo, e não considero que podemos simplesmente tentar enquadrá-la numa caixinha chamada imperialismo. Este é um tipo de transformação radical. A urbanização está se expandindo a uma taxa altíssima, tal como os fluxos de investimento entre as principais capitais.

Toda a cidade do mundo que vou tem amplos investimentos, mas em geral são em condomínios de luxo e carros espetaculares. Podemos nos perguntar o que está acontecendo, porque no mundo inteiro estamos construindo cidades para as pessoas investirem e não para as pessoas viverem. Nesta cidade que estamos [Nova Iorque], temos uma crise de habitações populares e a construção de vários condomínios de luxo. Tudo isso acontece ao mesmo tempo. Um ponto que você [Prabhat Patnaik] mencionou, que penso ser muito importante mas que, se permite, acho que você analisou de forma equivocada, é a destruição da base material da vida camponesa, que está acontecendo não só na Índia, como no Brasil, em todo o continente Africano, em todo o mundo. É um processo fundamental, e se você tivesse escrito só sobre ele, tudo bem, sem problema algum. O problema aparece quando você aprisiona praticamente tudo neste conceito de imperialismo, é isso que não funciona para mim.

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