Por que comunistas deveriam estudar Arqueologia?

Por Thandryus Augusto Guerra Bacciotti Denardo*

A Arqueologia é uma ciência que estuda principalmente os produtos do trabalho humano a fim de construir conhecimento de diferentes sociedades do passado, e, dessa forma, pode contribuir no entendimento da formação de diferentes modos de produção, do surgimento da divisão de trabalho e dos estamentos sociais, da compreensão do desenvolvimento tecnológico humano. Assim, a pergunta “por que comunistas deveriam estudar Arqueologia?” pode parecer simples de responder; quero demonstrar, no entanto, que não é, e que a Arqueologia oferece potencialidades muito maiores, e algumas delas serão expostas neste texto a partir de algumas problematizações e exemplos, especialmente no contexto do Brasil.

Porém, é necessário começar desfazendo duas confusões corriqueiras ao se tratar da ciência arqueológica. A Arqueologia é, antes de tudo, uma ciência do presente, feita no presente, e com consequências no presente; isso quer dizer que as interpretações que serão feitas dependerão de fatores sociais e das tecnologias disponíveis para a pesquisa, dentro do que é chamado de auto-consciência crítica. Mais do que isso, significa dizer que as pesquisas têm impacto real na vida de hoje, seja no tombamento de patrimônios, seja na demarcação de terras indígenas, seja na contratação de auxiliares de campo nos trabalhos de licenciamento ambiental, uma vez que a Lei do Licenciamento Ambiental estabelece que o trabalho de consultoria arqueológica é necessário para uma obra receber ou não aval para sua construção.

A segunda confusão vem da ideia de que a Arqueologia é uma ciência que estuda principalmente o passado distante, ou, no máximo, o período correspondente há alguns séculos. Cada vez mais, a Arqueologia se define como uma ciência cujo principal objeto de estudo é a cultura material, isto é, o conjunto de objetos, produtos, matérias-prima, etc. que foram modificados pela atividade humana e, portanto, carregam marcas culturais de uma dada sociedade. Isso abre caminho para a Arqueologia estudar períodos e eventos recentes, sejam as Guerras Mundiais, as campanhas imperialistas estadunidenses no Oriente Médio, a ocupação da Palestina por Israel, os períodos de ditaduras  militares na América Latina, etc. Assim, se consolidam cada vez mais novos campos na ciência, seja Arqueologia do passado recente, Arqueologia em zonas de conflito, Arqueologia forense (muito importante, por exemplo, no estudo das covas em Perus das vítimas assassinadas por militares no período da ditadura brasileira).

Com isto em mente, creio que já podemos assinalar algumas contribuições importantes e mais específicas que a Arqueologia pode ter nos estudos marxistas:

  1. A Arqueologia permite refinar nossa compreensão da história.

Muitas vezes caímos em uma armadilha evolucionista em que pensamos o desenvolvimento humano como uma sequência de etapas. Vou dar aqui três exemplos de certas confusões recorrentes:

  • pensamos em sociedades nômades caçadoras-coletoras passando para uma sedentarização após o conhecimento da agricultura. Isso é falso principalmente por duas razões. A primeira delas é que a domesticação de plantas, fundamental para o desenvolvimento das técnicas agrícolas, leva milhares de anos, de forma que esta domesticação se inicia justamente por povos caçadores-coletores que modificavam seu entorno de uma forma consciente, especialmente nas suas rotas migratórias estabelecidas. Ou seja, o surgimento da agricultura representa uma continuidade no longo processo de domesticação das plantas. A segunda razão é que a sedentarização não necessariamente representou um processo sem volta: estudos do sítio Çatalhöyük, na Turquia, mostram que, mesmo após uma primeira sedentarização, houve gerações que optaram culturalmente pelo semi-nomadismo ou pelo nomadismo na mesma sociedade que ocupava a região, mesmo que tais escolhas não estivessem relacionadas a períodos de crises [1] [2].
  • pensamos em uma divisão de trabalho baseada em preconceitos contemporâneos. Konder lança a hipótese da “divisão natural do trabalho”, onde o trabalho seria distribuído de acordo com a aptidão. Essa hipótese não se sustenta ao pensarmos que a aptidão depende justamente de normas culturais que vão possibilitar o seu desenvolvimento. O trabalho também modifica o próprio corpo. Muitas vezes pensamos em homens caçadores e mulheres coletoras e também responsáveis por um suposto trabalho doméstico, mas isto é falso: tais regras de divisão de trabalho são tão variadas quanto as sociedades existentes no passado. Inclusive, a própria categoria de “trabalho doméstico” é uma categoria que dificilmente pode ser sequer pensada para o passado mais longíquo da humanidade, muito menos associado somente às mulheres, que muitas vezes, se não eram elas mesmas caçadoras, eram as principais responsáveis pelo abastecimento calórico do grupo.
  • a ocupação humana das Américas aconteceu por diferentes rotas migratórias, mas principalmente a partir da África, da Ásia e da Polinésia, em diferentes momentos. O sítio arqueológico Monte Verde, no sul do Chile, já possui datações de aproximadamente 35 mil anos atrás, enquanto datações na Serra da Capivara já chegaram a 50 mil anos. Esta compreensão está atrelada a outra: a teoria que a única (ou mais importante) migração tenha acontecido pelo estreito de Béringer, da Rússia para o Alaska/EUA, é uma teoria fundamentalmente imperialista, ligada principalmente ao Smithsonian; para isto, basta lembrar que arqueólogos e arqueólogas da América Latina que mostravam dados contrários a esta teoria eram ameaçados pelo governos militares e muitas vezes iam parar no exílio .
  1. As pesquisas arqueológicas podem demonstrar a continuidade do processo de apropriação primitiva.

Sabemos que a acumulação primitiva ou acumulação por espoliação é um processo inerente ao capitalismo, uma vez que ele só pode se desenvolver através do saque, do roubo, da violência e da guerra (não-)declarada às classes oprimidas. O registro arqueológico é marcado por esta violência, e portanto a democratização do conhecimento arqueológico serve para estabelecer a ligação entre passado e presente através desta ótica. Um acervo relacionado a uma sociedade indígena agricultora, em uma pequena cidade brasileira predominantemente rural, pode servir para fazer pensar não só sobre o uso da terra, mas também como ela foi expropriada ao longo dos séculos, isto é, como, a fim de servir os interesses de latifundiários e da elite, as terras indígenas foram saqueadas e mesmo aquelas já legalizadas foram roubadas através do esbulho (prática ainda comum hoje em dia), assim como os pequenos produtores se veem cada vez mais pressionados pelos grandes produtores e muitas vezes chegam a perder seus lotes. Um acervo relacionado a populações quilombolas deve servir para suscitar questões relacionadas ao racismo de hoje em dia e como certas práticas de violência apresentam continuidade. Dessa forma, a Arqueologia pode servir como forma de problematizar o presente de acordo com a perspectiva de Paulo Freire, isto é, levantar questionamentos a respeito do mundo que nos cerca a fim de compreendê-lo.

  1. A Arqueologia permite conhecer lutas de sucesso e processos de resistência e resiliência.

Por outro lado, muitos sítios arqueológicos registram lutas de sucesso, processos de resistência e resiliência que colocam em cheque o discurso da inevitabilidade do capitalismo. Na grande maioria das vezes, aprendemos apenas os fracassos, e mesmo as lutas que tiveram impacto na sociedade são apresentadas apenas como massacradas e destruídas. Se lutar, no passado, sempre falhou, isto significaria que não temos possibilidade de lutar no presente. Um exemplo relativamente simples: o estado do Espírito Santo só existe por conta dos diversos ataques indígenas na área, que se intensificaram de tal forma que a Coroa se viu na necessidade de criar uma nova área administrativa altamente fortificada para proteger seus interesses em Minas Gerais, e mesmo assim os ataques persistiram [3]. Os quilombos, e especialmente Palmares e Ambrósio, mostram organizações muito mais livres do que a sociedade do entorno, e vale lembrar que este último nunca chegou a ser destruído.  Através do registro material, é possível perceber o quanto a narrativa de que o povo brasileiro supostamente é pacífico e averso ao conflito é falsa.

  1. A Arqueologia permite desaprender conhecimentos e assim combater preconceitos.

De tudo que foi dito até aqui, já é possível perceber como a Arqueologia pode servir para combater preconceitos sobre diferentes povos e desaprender conhecimentos que os sustentam. É comum no senso liberal apresentar povos não-brancos como atrasados, como incivilizados, e promover contra eles um paternalismo violento quando não uma política de exterminação. Podemos ficar chocados com as declarações de Bolsonaro e Mourão falando que indígenas são preguiçosos [4], que é “muita terra para pouco índio” [5], que indígenas são como animais em zoológicos [6], ou lamentar que o Brasil não tenha dizimado seus indígenas [7], mas não nos enganemos: esta opinião não é apenas de Bolsonaro. Reinaldo Azevedo, hoje chamado de “democrata”, também já se lamentou profundamente o Brasil ter muita terra indígena para poucas pessoas “aculturadas” [8]. E não precisamos ir muito longe para lembrar que a construção de Belo Monte foi profundamente marcada por um discurso racista de que o progresso do país deve ser mais importante que as populações indígenas e ribeirinhas que estavam ali e cujo direito de auto-determinação foi negado [9] [10]. Vou apresentar alguns exemplos que podem servir para se pensar como a história é muito mais complexa do que os preconceitos fazem parecer:

  • a Amazônia, hoje em dia, é compreendida como uma floresta cultural [11]. Em outras palavras, o bioma da Amazônia que conhecemos hoje é resultado de ações conscientes de povos do passado que modificaram a floresta e a transformaram em um ambiente profundamente antropizado e com uma diversidade de fauna e flora gigantesca. Particularmente, eu diria que a Amazônia é um dos maiores exemplos de monumentalidade no mundo inteiro.
  • os povos indígenas do passado produziam grande quantidade de excedentes, a tal ponto que toda a América do Sul era conectada por uma ampla rede de trocas, estradas, caminhos, etc. A estrada de Peabiru, por exemplo, é famosa por ligar os Andes à costa brasileira; também sabemos que povos da Amazônia influenciaram e foram influenciados pelas sociedades andinas. Na região do Triângulo Mineiro e Goiás encontramos grandes urnas cerâmicas que serviam para armazenar grandes quantidades de alimento excedente desde mais de 1800 anos atrás [12].
  • a organização cultural de diferentes povos não permite hierarquizá-los em uma “escala evolutiva”, de forma que conceitos como “tribos” já perderam o sentido. O que temos são povos fazendo escolhas conscientes de como atuar no mundo.
  1. O conhecimento arqueológico permite acessar novas formas de estar no mundo.

Este é talvez o ponto principal. Margaret Thatcher ficou famosa por apresentar o seu famoso “there is no alternative”, isto é, não existe outra alternativa ao capitalismo. Ao contrário, o que vemos através dos estudos arqueológicos é uma imensidão de diferentes formas de estar no mundo, diferentes maneiras que o ser humano atuou no seu ambiente e na paisagem, vemos diferentes povos e culturas e percebemos que a sociedade capitalista ocidental é apenas uma maneira de estar no mundo entre milhares. A Arqueologia permite também adotar uma perspectiva multilinear, ou seja, demonstra que o desenvolvimento humano não segue uma escala única, perspectiva esta que está de acordo com o que Marx já havia proposto em seus Cadernos Etnológicos [13]. Em última instância, há diferentes maneiras de superar o capitalismo (enquanto sistema global), de chegar ao socialismo, e perceber que existem sim alternativas, muitas alternativas, muitos caminhos possíveis a partir de diferentes contextos nacionais, é um passo importante para construir o chamado otimismo revolucionário.

Além disso, reconhecer que existiram sociedades sem classes em nosso território, entender seu funcionamento, compreender a forma como manejavam a paisagem, pode também nos fazer pensar em novas estratégias para atingir o objetivo final de desmantelar a sociedade capitalista e atingir a sociedade que queremos. Tirar aprendizados do passado para a luta presente é algo que o movimento indígena faz há muito tempo, e o Abya Yala é um movimento transcontinental entre centenas de povos diferentes, e cuja organização deveria ser estudada com afinco por todo movimento revolucionário [14].

Gostaria de fechar este texto com mais duas observações.

A primeira delas é que a direita já percebeu a possibilidade da Arqueologia há algum tempo, e isto é demonstrável facilmente. Durante o governo Bolsonaro, tivemos duas mentiras espalhadas nos círculos bolsonaristas: a que Caveleiros Templários chegaram no Brasil e teriam feito pinturas rupestres na Serra Catarinense [15], e que existe na Amazônia uma cidade perdida chamada Ratanabá [16]. Estas duas invencionices não passam pelo menor crivo de lógica, e justamente não é neste ponto que quero tocar. A questão é que as duas foram financiadas e espalhadas de maneira sistemática; nenhum discurso anti-ciência viraliza sem dinheiro, afinal de contas. Coincidentemente, os dois casos serviram justamente para fomentar discursos anti-indígenas no governo onde a guerra (que nunca deixou de existir) contra indígenas é mais escancarada, indo contra o direito às terras demarcadas. Além disso, os ataques especificamente aos trabalhos arqueológicos foram cada vez mais comuns nestes últimos quatro anos, passando desde Luciano Hang fomentando a violência contra uma arqueóloga em Rio Grande/RS [17] e influenciando na troca de chefe do IPHAN [18], como deputados ligados ao MBL criando projetos de lei que na prática acabariam com a necessidade de pesquisas arqueológicas no licenciamento ambiental [19]. Se a direita se mostra incomodada com a Arqueologia, mesmo que seus pesquisadores e pesquisadoras ainda apresentem poucos posicionamentos políticos, é porque perceberam a potencialidade desta ciência. Resta saber por que pouco se fala a seu respeito entre os círculos comunistas…

A segunda questão importante no caso brasileiro corresponde à destruição de sítios arqueológicos. Vou citar três exemplos emblemáticos: a destruição de sambaquis (sítios monumentais, alguns com mais de 30 metros de altura, que serviam como cemitérios e marcos na paisagem) durante a ditadura militar a fim de usar as conchas presentes para fazer calcário para a construção civil; a grande destruição de sítios na construção de linhas de transmissão na Amazônia no período Collor/FHC; e o alagamento de sítios na construção de barragens, especialmente nas grandes obras feitas pelo governo do PT. A destruição de sítios arqueológicos significa, na prática, que vamos ter cada vez menos acesso ao conhecimento do passado e dos povos, e esta consequência da dominação da classe capitalista também deveria ser usada como denúncia. É necessário garantir que o desenvolvimento do país não implique na destruição de sua História, e isto apenas comunistas podem realizar de uma maneira que esta mesma História cumpra um papel libertador.

A Arqueologia, como ciência do presente e feita no presente, tem uma potencialidade enorme para nos fazer acessar conhecimentos que mostrem que não, a história não chegou ao seu fim. A Arqueologia já foi utilizada para justificar práticas imperialistas, práticas anti-científicas já foram usadas para defender discursos fascistas, como foi o caso da Arqueologia feita durante o período nazista [20]. Porém, um dos principais usos políticos que a Arqueologia pode ter hoje é justamente a construção de discursos anti-hegemônicos que explicitem a violência cotidiana da sociedade capitalista e como ela chegou a ser o que é, ajudando a formar justamente a vontade de transformação desta sociedade, onde a interpretação do passado pode servir de arma da crítica. A Arqueologia nos ajuda a sonhar justamente porque não podemos construir uma sociedade no futuro desconhecendo nosso passado, a luta de nosso povo, a resistência e a resiliência de séculos.

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Referências:

[1] HODDER, Ian. The Archaeological Process. An introduction. Hoboken: ‎ Wiley-Blackwell. 1999.

[2] HODDER, Ian. Entangled: An Archaeology of the Relationships between Humans and Things. Hoboken: ‎ Wiley-Blackwell. 2012.

[3] PARAISO, Maria Hilda. Os botocudos e sua trajetória histórica. História dos Índios do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 2009.

[4] CONGRESSO EM FOCO. (2018). Índio é preguiçoso, negro é malandro, diz general vice de Bolsonaro. 7 de agosto de 2018. Acessado em: 31/10/2019. Disponível em: <https://congressoemfoco.uol.com.br/eleicoes/mourao-diz-que-pais-herdou-indolencia-do-indio-e-malandragem-do-negro/>

[5] EXAME. (2019) É muita terra para pouco índio, diz Bolsonaro. 30 de agosto de 2019. Acessado em: 31/10/2019. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/brasil/e-muita-terra-para-pouco-indio-diz-bolsonaro/>

[6] G1. Bolsonaro já lamentou que o Brasil não dizimou os indígenas. 16 de março de 2022. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2022/03/16/bolsonaro-ja-lamentou-que-o-brasil-nao-dizimou-os-indigenas.ghtml>

 https://g1.globo.com/politica/blog/octavio-guedes/post/2022/03/16/bolsonaro-ja-lamentou-que-o-brasil-nao-dizimou-os-indigenas.ghtml

[7] G1. (2018) Bolsonaro compara indígenas em reservas a animais em zoológicos. 30 de novembro de 2018. Disponível em: <http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/bolsonaro-compara-indigenas-e m-reservas-a-animais-em-zoologicos/7200371/>

[8] AZEVEDO, Reinaldo. Raposa Terra do Sol e os miseráveis que o STF criou com antropologia poética. Não foi falta de aviso! 30 de maio de 2011. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/coluna/reinaldo/raposa-serra-do-sol-os-miseraveis-que-o-stf-criou-com-a-antropologia-poetica-de-ayres-britto-nao-foi-falta-de-aviso/>

[9] CIMI. Racismo ambiental nas águas de Belo Monte. 2011. Disponível em: <https://cimi.org.br/2011/02/31590/>

[10] GLASS, Verena. O desenvolvimento e a banalização da ilegalidade. A história de Belo Monte. In: DILGER, G.; LANG, M.; PEREIRA FILHO, J. (orgs.) Descolonizar o Imaginário. Debates sobre pós-extrativismo e alternativas ao desenvolvimento. São Paulo: Fundação Rosa Luxemburgo. 2016.

[11] BALÉE, William. Cultural forests of the Amazon: a historical ecology of people and their landscapes. Alabama: University of Alabama Press. 2013.

[12] DENARDO, Thandryus Augusto Guerra Bacciotti. Cadeias operatórias e sistema tecnológico do sítio Santa Luzia, município de Pedrinópolis, Minas Gerais. Dissertação de Mestrado, Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. 2018.

[13] ANDERSON, Kevin B. Marx nas margens. Nacionalismo, etnia e sociedades não ocidentais. São Paulo: Boitempo. 2019.

[14] VIEZZER, Moema; GRONDIN, Marcelo. Abya Yala, genocídio, resistência e sobrevivência dos povos originários das Américas. Rio de Janeiro: Bambual Editora. 2021.

[15] SOCIEDADE DE ARQUEOLOGIA BRASILEIRA. Nota de repúdio. 01 de novembro de 2020. Disponível em: <https://www.sabnet.org/informativo/view?TIPO=1&ID_INFORMATIVO=1002>

[16] G1. Ratanabá: arqueólogo explica por que lenda de ‘cidade perdida na Amazônia’ não faz sentido. 15 de junho de 2022. Disponível em: <https://g1.globo.com/meio-ambiente/amazonia/noticia/2022/06/15/ratanaba-arqueologo-explica-porque-lenda-de-cidade-perdida-na-amazonia-nao-faz-sentido.ghtml>

[17] SOCIEDADE DE ARQUEOLOGIA BRASILEIRA. Nota da Sociedade de Arqueologia Brasileira em solidariedade. 09 de agosto de 2019. Disponível em: <://www.sabnet.org/informativo/view?TIPO=1&ID_INFORMATIVO=783>

[18] CORREIO BRAZILIENSE. Ex-chefe do IPHAN diz que foi trocada por pressão de Luciano Hang. 25 de maio de 2020. Disponível em: < https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/05/25/interna_politica,858097/ex-chefe-do-iphan-diz-que-foi-trocada-por-pressao-de-luciano-hang.shtml>

[19] A VERDADE. Projeto de Lei de Kim Kataguiri coloca em risco o patrimônio histórico, arqueológico e ambiental do país. 09 de agosto de 2019. Disponível em: <https://averdade.org.br/2019/08/projeto-de-lei-de-kim-kataguiri-coloca-em-risco-o-patrimonio-historico-arqueologico-e-ambiental-do-pais/>

[20] LIMA, Tânia Andrade. A Arqueologia na construção da identidade nacional: uma disciplina no fio da navalha. Canindé – Revista do Museu de Arqueologia do Xingó. n. 10. 2007.

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* Mestre em Arqueologia pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, e-mail: [email protected]

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